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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

terça-feira, 17 de março de 2015

Tipos e caracteristicas de tubos para obras de saneamento e emissários


Introdução:

Quando o esgoto começou a ser um problema, as sociedades pensaram em estratégias que pudessem afastar os resíduos líquidos para locais mais longínquos, resolvendo, assim, parte do problema. Logo, precisava-se de todo um sistema coletor e transportador, onde, neste sistema, as tubulações tinham papel fundamental. Os vários tipos de materiais para tubulações de esgoto são resultado de estudos e inovações tecnológicas.
Um Sistema de esgotamento sanitário - SES é complexo, sendo composto por várias etapas, que têm características distintas; portanto, sendo diversificadas as etapas, diversificados serão os tipos de materiais empregados nas tubulações.

Critérios relevantes na escolha do material para as tubulações:

As características dos esgotos
Resistência ao choque mecânico e às cargas externas
Resistência ao ataque químico
Disponibilidade de diâmetros necessários
O custo do material e do traslado
Condições específicas do local
A facilidade de manutenção da tubulação e a vida útil

Principais tipos e particularidades das tubulações utilizadas em sistemas de esgotamento sanitário:           

Pode – se afirmar que, para a prestação do serviço de esgotamento sanitário, os materiais de tubulações utilizados, e disponíveis no mercado, são:

Plásticos (PVC, PEAD e PRFV)
Ferro fundido (FoFo)
Aço
Cerâmica
Concreto


PLÁSTICOS
São, basicamente, três:

Cloreto de Polivilina (PVC)
Poliéster Reforçado com Fibras de Vidro (PRFV)
Polietileno de Alta Densidade (PEAD)

Destes três tipos, o mais utilizado e recorrente, em obras de esgoto, é o PVC, os outros dois tipos - PRFV e PEAD , consequentemente, são menos usados. O PEAD é um material termoplástico, que é muito usado em ligações prediais de água. Assim como o PRFV e o PVC, o PEAD possui baixa rugosidade (lisura), flexibilidade, grande resistência ao impacto e à corrosão, manuseio fácil e rápido; além disso, tem a vantagem de poder se conectar, através de peças especiais, com tubulações feitas de outros materiais, por exemplo:

Transições PEAD X PVC, PEAD X FoFo e PEAD X Aço

Com o exposto, verifica-se que, tanto o PEAD, quanto o PRFV, são plásticos de importância secundária, quando se tem a disponibilidade de uso do PVC.

PEAD (Polietileno de alta densidade)

O polietileno é um termoplástico obtido pela polimerização do etileno. Quando a polimerização ocorre à baixa pressão, obtém-se o Polietileno De Alta Densidade- PEAD. Os tubos de polietileno de alta densidade PEAD são largamente utilizados em sistemas de esgotos e emissários. Os produtos possuem leveza e grande facilidade para serem transportadas. São fabricados com comprimentos de 6 e 12m.

Vantagens na utilização das tubulações de PEAD:
Alta resistência a impactos;
Pode ser instalado em solos moles ou com lençol freático alto;
Superfície interna das paredes lisa, com baixo coeficiente de atrito;
Resistente à corrosão no transporte de esgoto doméstico e químicos;
Os tubos podem ser unidos fora da vala, proporcionando maior rapidez de instalação;
Baixo peso, fácil transporte e fácil instalação comparando ao aço e concreto,

PVC – Cloreto de Polivinila

As propriedades do PVC tornam o material mais apropriado, para a construção civil. A resina de PVC é a matéria prima básica empregada na fabricação de tubos e conexões. Tendo na sua composição a adição de elementos, anti- oxidante e lubrificantes. Esses elementos dão à resina as propriedades necessárias para resistir a pressões internas e externas. Sendo capaz de conduzir o esgoto doméstico, com temperatura máxima de 40°c.
Sua vida útil é de, no mínimo 50 anos, chegando aos 100 anos em muitos casos. Seu sucesso se deve a sua alta resistência à umidade, corrosão e baixo peso do produto. Gerando obras de instalação mais econômicas

Vantagens na utilização das tubulações de PVC
Tubos mais longos, lisos e leves;
Alta resistência à corrosão;
Maior velocidade na obra;
Poucas emendas quando comparado a outros materiais;
Melhor vedação das juntas, com menos infiltrações;
Segurança dos trabalhadores;
Facilidade no transporte;
Os tubos de PVC possuem comprimento em torno de 6m, gerando menos juntas para o acúmulo de detritos;
Facilidade de assentamento em locais com grande número de Interferências.
Desvantagens:

Baixa resistência ao calor. A principal desvantagem do armazenamento do PVC é a fragilidade do material quando exposto aos raios solares.
Baixa resistência a altas pressões;
Alguns plásticos são combustíveis ou pelo menos capazes de alimentar vagarosamente a combustão;
É atacado por cetonas e outros solventes, às vezes encontrados nos esgotos industriais.

Procedimentos básicos para assentamento do PVC

·         Limpar cuidadosamente o interior da bolsa e o exterior da ponta; introduzir o anel no sulco da bolsa.
·         Posicionar corretamente a ponta do outro tubo junto à bolsa do tubo já assentado; realizar o encaixe. Empurrando manualmente o tubo (sempre mantendo a bolsa fixa e movimentando apenas o tubo que está sendo encaixado).
·         Travar o tubo assentado de maneira a evitar o seu deslocamento.
·          
FERRO FUNDIDO (FoFo)

Seu uso é iniciado na Inglaterra, no século XIX. Muito utilizado em SAA. No SES, é recorrente em linhas de recalque de esgotos, ou seja, em EEE; já em escoamentos livres, observa-se em situações onde a tubulação se encontra exposta à atmosfera ou em pequena profundidade, uma vez que este material consegue suportar grandes cargas. Este material possui grande resistência mecânica e boa durabilidade, além de ser resistente a pressões internas, são fabricados dois tipos de FoFo: o cinzento e o dúctil.

AÇO

As tubulações em aço são mais notórias em obras de SAA, sua utilidade é maior quando se verifica a existência de grandes esforços externos sobre a linha, como em travessia de grandes vãos, entre outras situações. Elas são muito resistentes ao choque mecânico, além de ser disponível em vários diâmetros, possuem características similares ao FoFo, mas quando se exigem grandes diâmetros e uso de pressões elevadas, lançar mão do aço é a melhor solução.

Apresenta pouca resistência à corrosão externa e é necessário muito cuidado, no momento do transporte e armazenamento. Cerâmicas são também capazes de resistir ao calor, produtos químicos, tempo, e as bactérias sem permitir que eles afetam suas propriedades ou alterar a sua estrutura. Elas também oferecem estabilidade dimensional e rigidez.

Tubos rígidos:

·         Por não se deformarem, não precisam utilizar o solo de envolvimento lateral para resistirem aos esforços;
·         Sua capacidade de carga depende apenas da resistência do próprio tubo.

Tubos flexíveis

Devido a sua própria flexibilidade são geralmente menos rígidos que o solo de envolvimento lateral; resistem a carga menores e necessitam contar como apoio do solo de envolvimento lateral para suportá-las.Dependendo da ocorrência de áreas onde os coletores não possam continuar ou mesmo desaguar o esgoto bruto, deverão ser projetados interceptores, assim como a necessidade de transporte de vazões finais para pontos distantes da área de coleta forçará a construção de um emissário. O lançamento subaquático no mar ou sob rios caudalosos normalmente poderá ser realizado através de emissários com elevatória na extremidade de montante.

Tubos de Concreto:

Os tubos de concreto foram desenvolvidos para atender à demanda por sistemas de esgotos sanitários, tornando possível compatibilizar a salubridade com crescimento verificado das grandes cidades nas últimas décadas.
Estas tubulações podem ser de concreto simples (ponta e bolsa) ou de concreto armado (moldados no local ou pré-moldados).

Tubos de Concreto Simples:
apresentam o diâmetro variando de 200mm a 1000mm (NBR- 8889/1989: classe S-1 e S-2).
Tubos de Concreto Armado:
apresentam o diâmetro variando de 400mm a 2000mm (NBR- 8890/1989: classe A-2 e A-3).

São utilizados principalmente nas seguintes situações:

·         Em canalizações a partir de 400 mm , para as quais não são normalmente oferecidos tubos cerâmicos (coletores tronco, interceptores e emissários).
·         Em canalizações que exigem resistência acima da oferecida por outros tipos de tubos, porque a resistência da tubulação pode variar com a espessura e com a armadura utilizada.
·         Quando a fabricação no local da utilização se torna mais conveniente do que a aquisição de outros tubos (transporte).
·         Para as canalizações de esgoto sanitários normalmente se empregam tubos de ponta e bolsa com anel de borracha (concreto simples e concreto armado), mas as tubulações poderão ser também de pontas lisas para luvas ou de encaixe a meia espessura.

Normalização Aplicável a tubos de concreto – ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)

Para os tubos utilizados nas redes de esgoto:
NBR 8889/85: Tubo de concreto simples, de seção circular para esgoto sanitário (Classes S1 e S2) –Especificação;
NBR 8890/85: Tubo de concreto armado de seção circular para esgoto sanitário (Classes A2 e A3) – Especificação.
NBR 8891/92: Tubos de concreto simples para esgoto sanitário – Determinação da resistência à compressão diametral -Método de ensaio;
NBR 8894/85: Tubos de concreto armado para esgoto sanitário – Determinação da resistência à compressão diametral - Método de ensaio.
NBR 8892/85: Tubos de concreto para esgoto sanitário – determinação do índice de absorção de água - Método de ensaio;
NBR 8893/85: Tubo de concreto para esgoto sanitário – verificação da permeabilidade – Método de ensaio.

Procedimentos especiais para manutenção e operação das tubulações de esgotos

Para evitar problemas operacionais, é pertinente obter-se:
 Cadastro do sistema
 Eficiência no cálculo do projeto (declividade e subdimensionamento)
 Falhas na instalação de juntas e no assentamento
 Inspeções Periódicas
 Educação Sanitária
 O problema da infiltração
 Retirar o excesso de areia presente na tubulação


Texto escrito por Edvaldo Antunes, Jéssica Nascimento, Leandro Souza e Roseli Maria, estudantes de saneamento ambiental do Instituto Federal de Pernambuco (2013)



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sábado, 7 de março de 2015

Escoramento de valas - Vídeo

 O tipo de escoramento depende de uma séria de fatores e, dentre eles, os principais
São:
·         Natureza do solo
·         Custo mínimo sem prejuízo da segurança
·         Adequação ao local da obra
·         Disponibilidade de materiais


Podendo ser dividido em escoramento de madeira, metálico e especiais:
Nesse vídeo exemplifica uma  execução de uma rede de esgoto com escoramento de vala com chapa e perfis metálicos.





quinta-feira, 5 de março de 2015

Tipos e formas de Escoramento de Valas


Tipos e formas de Escoramento de valas
É obrigatório o escoramento para valas de profundidade superior a 1,25 m, conforme estabelece a portaria nº. 3214 do Ministério do Trabalho; em valas com profundidade inferior a 1,25 m deve ser utilizado escoramento sempre que as paredes laterais forem constituídas de solo passível de desmoronamento; a responsabilidade pela definição do tipo de escoramento a empregar é da contratada e depende da qualidade do terreno, da profundidade da vala e das condições locais, e ainda das considerações da fiscalização.
A remoção do escoramento deve ser feita cuidadosamente e a medida que for sendo feito o reaterro; no caso de escavação manual de valas, o escoramento deve ser executado simultaneamente à escavação, ficando a profundidade da vala, para escavação manual em limitada em até 2,00m; os materiais usados devem ser isentos de trincas, falhas ou nós, para não comprometer a resistência aos esforços a suportar.
Tipos de escoramentos:

O tipo de escoramento depende de uma séria de fatores e, dentre eles, os principais
São:
·         Natureza do solo
·         Custo mínimo sem prejuízo da segurança
·         Adequação ao local da obra
·         Disponibilidade de materiais

Podendo ser dividido em escoramento de madeira, metálico e especiais

Pontalete:


Devem ser cravadas pranchas de 4,00 x 20,00 cm ou 4,00 x 30,00 cm, dispostas verticalmente, espaçadas de no máximo 1,35 m (eixo a eixo), travadas horizontalmente por estroncas de no mínimo 5,00 x 10,00 cm ou madeira roliça com diâmetro mínimo de 10 cm.


Continuo:

Deve ser executado com madeira de boa qualidade, de forma a obter-se um conjunto rígido a cobrir inteiramente as paredes da vala. Geralmente é usado para solos arenosos. A  medida em que a escavação vai sendo aprofundada, são colocadas pranchas de 4 x 20 cm ou 4 x 30 cm, dispostas verticalmente, travadas por longarinas de 7,5 x 10 cm em toda a extensão da vala, espaçadas verticalmente de, no máximo, 1,50 m e com estroncas de, no mínimo, 5 x 10 cm ou madeira roliça com diâmetro mínimo de 10 cm, ou ainda metálicas espaçadas de, no máximo, 1,35 m. 



Descontinuo:

Deve ser executado com madeira de boa qualidade, de forma a obter-se um conjunto rígido, utilizando-se pranchas de 4 x 20 cm ou 4 x 30 cm. Pode ser usado em solos arenosos, mas é usado para terrenos com cotas de lençol freático alto.

O espaçamento entre as pranchas deve ser de, no máximo, 0,60 m (eixo a eixo) e devem ser travadas por longarinas de 7,5 x 10 cm em toda a extensão da vala, espaçadas verticalmente de, no máximo, 1,50 m e com estroncas de, no mínimo, 5 x 10 cm ou madeira roliça com diâmetro mínimo de 10 cm, ou ainda metálicas espaçadas de, no máximo, 1,35 m.



Escoramento metálico - Pontalete

Devem ser cravados perfis de aço de 4,75 mm de espessura com 40 cm de largura desenvolvida, dispostos verticalmente, espaçados de, no máximo, 1,35 m (eixo a eixo), travados horizontalmente por estroncas de, no mínimo, 5 x 10 cm. A cravação desses perfis podem ser feitas por Bate-estacas e martelo vibratório.

Continuo de chapa metálica:

Deve ser executado com chapas metálicas com dimensões mínimas de 3,00 x 2,00 m ou 2,50 x 2,00 m com espessura de 10 mm, de forma a cobrir integralmente as paredes da vala . O uso deste tipo de escoramento está limitado a valas de até 2,00 m de profundidade. 


Continuo com chapa e perfis metálicos:


Deve ser executado com chapas metálicas com dimensões de 3,00 x 2,50 m ou 2,50 x 2,00 m com espessura mínima de 20 mm, de forma a obter um conjunto rígido a cobrir as paredes da vala. A medida que a escavação vai sendo aprofundada, as chapas vão sendo cravadas verticalmente com auxílio do próprio equipamento de escavação.

  
Caso a vala tenha profundidade superior a 3,00m, deve ser efetuada uma complementação com chapa metálica de maneira a cobrir todas as paredes da vala. Para tanto, a chapa complementar deve ser provida de sistema de encaixe, para apoiar sobre a chapa já instalada, de modo que ao haja escorregamento entre elas.

ESCORAMENTO MISTO - Tipo Hamburguês:

Deve ser constituído por perfis "H" de aço de 10" cravados, pranchões de madeira de boa qualidade de 4 cm x 20 cm, longarinas de aço de perfil "H" de 6" e estroncas de mesma bitola.


ESCORAMENTO METÁLICO TIPO CAIXA

Em função desse tipo de escoramento não ser montado no local, como os demais, apresenta uma série de transtornos às vias públicas e aos transeuntes, tanto na sua instalação como na sua movimentação diária. O escoramento metálico tipo caixa, é constituído de chapas e perfis metálicos, criando um espaço dentro da vala que possibilite o desenvolvimento de todos os trabalhos pertinentes ao assentamento da tubulação, atendendo as normas de segurança.



CRITÉRIOS DE CONTROLE

As estroncas devem ficar rigorosamente perpendiculares ao plano do escoramento. O material escavado deve ficar longe da vala para evitar sobrecarga. Deve-se evitar o máximo a entrada de águas na vala, no aparecimento de trincas laterais a vala, providenciar sua vedação e impermeabilização.
Quando encontrar tubulações na vala, estas deverão ser escoradas com pontaletes.

CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO

Os escoramentos são medidos por metro quadrado de área escorada, independentemente da profundidade, da largura da vala. O material perdido quando ocorrer a necessidade de se fechar a vala, será medido da seguinte forma:

Longarinas e pranchas de madeira: M³ de madeira
Peças e pranchas metálicas: Kg de material
Pontaletes de madeira: Metro linear 




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Rebaixamento do Lençol Freático



 Rebaixamento de Lençol Freático

Os aquíferos encontram-se em profundidades variadas, dependendo do local e topografia. Quando não são muito profundos, muitas vezes interferem nas obras que são executadas abaixo da superfície como a construção de subsolos, infra-estrutura subterrânea, túneis, entre outras.
Quando ocorre essa situação, o rebaixamento do lençol freático é uma técnica muito utilizada, podendo ser temporário ou permanente.Existem alguns métodos de rebaixamento de lençol freático, sendo os mais utilizados:

- Bombeamento direto
- Ponteiras filtrantes
- Poços profundos
- Drenagem por eletrosmose
- Drenos verticais de alívio
- Drenos horizontais profundos

Porém, dependendo da geologia da região, o efeito do rebaixamento pode atingir grandes distâncias, causando efeitos indesejáveis. O rebaixamento diminui a umidade média e consequentemente a pressão neutra do solo, provocando adensamento do terreno, ou seja, o solo pode ceder e recalcar.

Métodos de Rebaixamento de Lençol Fréatico:

POÇOS PROFUNDOS

Podem ser de dois tipos: Com o emprego de Injetores e Bombas de recalque submersas de eixo vertical

INJETORES

No sistema de rebaixamento com o emprego de injetores, são executado poços de diâmetro entre 200 e 400 mm e profundidade de até 40 m nos quais se instalam os injetores. Esses poços são perfurados com distância entre eles variando entre 4 e 8 m.

A vantagem desse sistema é a possibilidade de rebaixar o nível do lençol freático a grandes profundidades, tornando-se economicamente mais vantajoso quando comparado com o sistema de ponteiras filtrantes com mais de 3 níveis.

BOMBAS DE RECALQUE SUBMERSAS

O sistema de rebaixamento por poços de bombeamento é utilizado para qualquer tipo de solo e de rocha. Os poços podem ser construídos com o espaçamento pré-determinado, porém, normalmente são posicionados individualmente, em função do tipo e das condições do solo, possibilitando maior eficiência no sistema de rebaixamento.

O rebaixamento do lençol freático executado por este sistema pode atingir grandes áreas, em formato de cone, chamado de cone de rebaixamento. A extensão da área atingida é medida pela distância máxima de ocorrência de rebaixamento a partir do poço em operação. Nos lençóis freáticos que estão confinados ou sob pressão, essa distância pode atingir a centenas de metros.

Galeria de Drenagem:

As galerias de drenagem são utilizadas quando outros sistemas são inviáveis ou insuficientes para alcançar o rebaixamento pretendido ou para a retirada de grande volume de água. Normalmente são utilizadas em maciços rochosos sob fundações de barragens, em taludes e em cavas de mineração. Devido ao elevado custo na construção da galeria, esse sistema não é muito empregado no Brasil.
As galerias possuem calçadas e locais apropriados para o tráfego de operários e equipamentos.

Ponteiras Filtrantes:

Também conhecidas pela denominação sistemas de poços filtrantes, as ponteiras filtrantes permitem executar o rebaixamento do nível do lençol freático de toda a área de trabalho. São frequentemente empregadas, podendo ser utilizadas em solos moles (solos de baixa consistência).

Ponteiras - são tubos de ferro galvanizado ou de PVC, com diâmetros entre 1 ¼” e 1 ½” e comprimento entre 0,30 a 1,00 m, perfurados e envolvidos por tela de nylon com malha de 0,6 mm ou por geotêxtil. Cada ponteira permite a retirada de uma vazão da ordem de 1 m³ por hora, alcançando, em condições favoráveis, no máximo 2 m³ por hora.

Câmara de vácuo - é um recipiente constituído por um cilindro ou prisma quadrangular, estanque, ligado a uma bomba de vácuo e ao tubo coletor por onde é extraída a água do solo por meio de sucção através das ponteiras. O recalque da água é executado por uma bomba centrífuga de recalque.

Bomba de vácuo - as bombas de vácuo são acopladas à câmara de vácuo ou a uma tubulação de descarga disposta ao longo das ponteiras no caso da não existência da câmara.
A bomba retira o ar, reduzindo a pressão atmosférica no interior da tubulação ou da câmara, fazendo a sucção da água do solo por intermédio das ponteiras filtrantes e do coletor.

Execução

Primeiramente executa-se a instalação das ponteiras. Esta etapa é feita perfurando-se poços com diâmetro variando entre 10 e 15 centímetros e inserindo, nos poços, as ponteiras conectadas a tubos que vão até acima da superfície. A profundidade que as ponteiras serão instaladas deve ser um pouco maior do que a do ponto mais baixo de escavação e o espaçamento entre elas não deve ser inferior a 15 vezes o diâmetro do tubo.

Drenos

Existem dois tipos de drenos, sendo eles, o Dreno de Alívio e o Dreno Horizontal Profundo.
Dreno de Alívio - os drenos de alívio têm a função de auxiliarem na redução da pressão da água no interior do solo. Podem ser empregados na fundação de aterros ou para a consolidação de fundações.

Dreno Horizontal Profundo - os DHP têm a função de captam as águas distantes da face do talude antes que nela aflorem. Ao captá-las, eles as conduzem ao paramento e as despejam nas canaletas.


Bombeamento direto

O bombeamento direto é o mais simples de todos os sistemas de rebaixamento do lençol freático. Também denominado de esgotamento de vala, este método consiste em recalcar a água para fora da área de trabalho, conduzindo-a por meio de valetas executadas no fundo da escavação, e acumulada em um ou vários poços construídos abaixo da escavação.
Em casos de terrenos inclinados pode-se construir uma valeta para afastamento das águas coletadas, dispensando o bombeamento. A água retirada deverá ser encaminhada para a rede de drenagem mais próxima.
O carregamento de partículas finas do solo pela água pode acarretar, por solapamento, recalques acentuados em estruturas vizinhas à escavação, em particular nas ruas e calçadas. Nestes casos, pode-se afetar a infraestrutura pública como as tubulações de água, esgoto, gás, telefone entre outros. Nas escavações em terrenos permeáveis, devido à diferença de carga, o nível d’água interno a escavação abaixa mais rapidamente que o nível externo, causando um fluxo de água para dentro da escavação pelo fundo da vala ocorrendo o fenômeno da areia movediça. Escavação em terreno permeável com diferença de carga

Execução
1.      Abrem-se valetas de crista para a coleta das águas das chuvas;
2.      No contorno da escavação, executa-se uma vala profunda, atingindo a camada impermeável ou o lençol freático, e instalam-se as bombas de recalque que devem operar até a extração total da água do maciço.

Drenagem por eletrosmose:

Consiste na aplicação de uma corrente elétrica continua, criando um gradiente adicional de natureza elétrica que acelera o movimento da água nos vazios do solo.

Como funciona?

O sistema é executado, instalando-se ponteiras filtrantes que consistem em cátodos, eletrodo com carga negativa, e hastes que consistem em ânodos, eletrodo com carga positiva. Os eletrodos são instalados aproximadamente 2 metros abaixo do fundo da escavação com espaçamento entre cátodos variando entre 8 e 12 metros, intercalados pelo ânodo.
Este sistema utiliza muita energia elétrica. Este método é mais utilizado como um processo de estabilização do solo de talude e fundo de poço, não sendo muito utilizado no Brasil.

Escolha do Sistema de Rebaixamento do Lençol Freático

Para a escolha do sistema de rebaixamento a ser utilizado, é essencial a avaliação do dano ou interferência que o fluxo do lençol freático pode causar à obra. Se for pouca interferência, pode-se utilizar apenas drenos e poços rasos para retirar do local o excesso da água. Se os danos forem maiores ou estiverem inviabilizando a obra, pode-se adotar um sistema efetivo de rebaixamento temporário ou definitivo do lençol freático. Os sistemas convencionais de rebaixamento são com o uso de ponteiras filtrantes e poços profundos.

A análise para a escolha do sistema a ser utilizado requer as seguintes informações:

• Nível estático do lençol freático;
• Cota do horizonte impermeável;
• Cota do fundo da escavação;
• Croqui de localização da área com detalhes de rios, vales, lagos, mar;
• Sondagens SPT – Standard Penetration Test e descrição litológica.


Os fatores que mais influenciam na escolha do sistema são:

·         Tipo de obra: para escavações rasas e rebaixamento até 6 metros, deve-se adotar um sistema de rebaixamento com ponteiras filtrantes. Quando a necessidade do rebaixamento for maior, deve-se prever um sistema de rebaixamento por poços profundos e bombas submersas para grandes vazões de água ou injetores para vazões menores.
·         Condições da superfície: a formação geológica e a natureza do subsolo, assim como a permeabilidade e a drenabilidade do solo ou rocha são de extrema importância e podem definir o sistema de rebaixamento a ser utilizado.
·         Altura de rebaixamento e quantidade de água a ser bombeada: é essencial a avaliação da quantidade de água que fluirá para o interior da escavação. Dependendo da vazão a ser rebaixada e da profundidade, determina-se o sistema de rebaixamento e os equipamentos a serem utilizados.


Consequências e impactos decorrentes do rebaixamento:

O rebaixamento do lençol freático induz uma diminuição das pressões neutras e, consequentemente, o aumento das pressões efetivas no solo. Nestes casos, podem ocorrer recalques indesejáveis em estruturas localizadas na vizinhança da obra, podendo chegar a distâncias de 100 metros. Recalque é o abaixamento da superfície do terreno em virtude da retirada da água subterrânea das proximidades. O recalque pode provocar rachaduras no solo e em construções. Em casos extremos pode levar ao seu desmoronamento. Estes recalques são mais frequentes quando existem construções apoiadas sobre aquíferos permeáveis
Todas as possibilidades devem ser previstas pelo projetista, que deve recomendar a colocação de pinos de recalque nos vizinhos, selamento de trincas e fissuras existentes e eventuais medidas jurídicas cabíveis. Também há o problema de natureza ambiental. O sistema de rebaixamento retira a água dos lençóis freáticos, que, em alguns casos, poderia ser utilizada para abastecimento. A água retirada, muitas vezes, não é reaproveitada, sendo lançada na sarjeta.




terça-feira, 3 de março de 2015

Segurança em obras de saneamento

Segurança em obras de saneamento

Este trabalho refere-se a segurança nas obras de saneamento, os equipamentos de EPI e suas funcionalidades junto com as normas da NR 6 serão desenvolvidos no texto, é aconselhável procurar imagens para enriquecer seu trabalho ou apresentação
Das disposições gerais:
A empresa contratada que executara a obra deverá esta dentro das normas de segurança, a contratada deverá ser responsabilizada por danos e prejuízos a pessoa e propriedades durante a execução da obra. Deverão ser protegidas as propriedades publicas e privadas contra qualquer perigo devido ao serviço; durante o andamento da obra a empresa deverá manter o local de trabalho livre de obstáculos, não contrariando as normas de segurança do trabalho. Quando por qualquer motivo os serviços forem suspensos a contratada deverá continuar fazendo a manutenção do local, evitando possíveis acidentes com veículos ou pessoa; caso necessário vigias serão contratados para manterem a segurança no local.
Compete a Companhia de saneamento da região o planejamento, a execução das obras e manutenção dos sistemas de abastecimento de água e coleta de esgoto. As obras deverão esta sempre dentro das normas exigidas pela companhia local
Equipamentos de proteção individual (EPI)

Os empregados deverão dispor de todos os meios de dispositivos de uso pessoal destinados à sua proteção física, devendo ser cumprido o disposto na Norma Regulamentadora NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual, da Portaria n.º 3214 de 08/06/78 do Ministério do Trabalho. A empresa é obrigada a oferecer ao empregado gratuitamente EPIs adequados ao risco, com a nova norma regulamentadora de nº10 a vestimenta passa a ser um dispositivo de segurança complementar.

Quanto ao EPI cabe ao empregador: Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; Exigir o seu uso; Fornecer ao empregado somente EPI’s aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; Orientar e capacitar o empregado quanto ao uso adequado. Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; comunicar ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) qualquer irregularidade observada. Utilizar apenas para a finalidade a que se destina; responsabilizar-se pelo acondicionamento e conservação; comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Proteção de cabeça

Finalidade: Utilizado para proteção da cabeça do empregado contra agentes meteorológicos (trabalho a céu aberto) e trabalho em local confinado, impactos provenientes de queda ou projeção de objetos, queimaduras, choque elétrico e irradiação solar.
Conservação: Evitar atrito nas partes externas, mal acondicionamento e contato com substâncias químicas.

Proteção dos olhos

Finalidade: Utilizado para proteção dos olhos contra impactos mecânicos, partículas volantes e raios ultravioletas.

Proteção auditiva

Utilizado para proteção dos ouvidos nas atividades e nos locais que apresentem ruídos excessivos.

Proteção respiratória

Finalidade: Utilizado para proteção respiratória em atividades e locais que apresentem tal necessidade, em atendimento a Instrução Normativa Nº1 de 11/04/1994 – (Programa de Proteção Respiratória - Recomendações/ Seleção e Uso de Respiradores).

Proteção dos membros superiores

Finalidade: Utilizada para proteção das mãos e punhos contra agentes abrasivos e escoriantes. Utilizado para proteção dos pés e pernas contra torção, escoriações, derrapagens e umidade.

Proteção do local

·         Fitas de demarcação reflexivas - Utilizadas para delimitação e isolamento de áreas de trabalho.
·         Cones de sinalização – Têm Finalidade de sinalização de áreas de trabalho e obras em vias públicas ou rodovias e orientação de trânsito de veículos e de pedestres e podem ser utilizados em conjunto com fita zebrada, sinalizador STROBO ou bandeirolas.
·         Conjuntos para aterramento temporário – Têm a finalidade de garantir que eventuais circulações de corrente elétrica fluam para a terra, minimizando os riscos aos trabalhadores.
·         Detectores de tensão para baixa tensão e alta tensão – Têm a finalidade de comprovar a ausência de tensão elétrica na área a ser trabalhada.

Proteção do local- escoramento

O escoramento da vala deverá ser feito à medida que a mesma for aberta e para isso serão utilizados perfis metálicos ou pranchões de madeira; deverá haver procedimento ou projeto específico para o escoramento de valas, analisado pela área de projetos e Segurança do Trabalho.


Texto escrito por Raquel Luiza, estudante de saneamento do Instituto Federal de Pernambuco - IFPE


Referencias:

http://www.fundacentro.gov.br/dominios/ctn/anexos/cdNr10/Manuais/M%C3%B3dulo02/5_8%20-%20EQUIPAMENTOS%20DE%20PROTE%C3%87%C3%83O%20INDIVIDUAL.pdf
http://www.cagece.com.br/phocadownload/Manual%20de%20Encargos%20de%20Obras%20de%20Saneamento.pdf
http://zonaderisco.blogspot.com.br/2013/07/trabalhador-e-soterrado-em-vala-em.html
http://www.compesa.com.br/arquivos/saneamento/decreto_18251_211294.pdf
http://tstsergiobigi.blogspot.com.br/2009/11/escavacao-em-solo-e-aberturas-de-valas.html